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Como você imagina a engenharia daqui a 10, 20 ou 30 anos? Conversamos com Alan Meira, fundador da Engarte, uma rede social de engenheiros, que recentemente foi escolhida pelo Ministerio da Ciência e Tecnologia como uma das empresas do Startup Brasil. Meira é engenheiro de software e acredita que a tecnologia tem aumentado a produtividade da engenharia no país, no entanto, estamos próximos de um aumento com escala nunca antes vista. E ele acredita que essa pode ser a nossa melhor resposta para a crise que se aproxima.

Confira a entrevista:

  1. O que você espera para o mercado de engenharia nos próximos anos?

A engenharia tem um futuro brilhante. A cada dia, novas barreiras são derrubadas e todo um mundo novo de oportunidades é criado. Acredito que nos próximos anos, teremos a consolidação de grandes empresas de software entrando pesado no mercado de hardware e engenharia. Carros, construções, processos produtivos. As grandes empresas como Google e Apple estão investindo forte nesta área, uma prova disto foi a compra da Nest pela Google por US3.2 bilhões de dólares! Uma startup com menos de quatro anos de vida que produz termostatos. Isso mesmo, uma empresa que produz medidores de temperatura faturou menos de 300 milhões em toda a história. A aposta da Google? Se tornar a maior empresa de engenharia do mundo.

  1. A Google, maior empresa de engenharia do mundo?

Sim. Hoje, ela já é uma das maiores, por todo o processo de engenharia que eles desenvolveram para dar suporte à seus produtos. Porém, recentemente a Google iniciou uma série de aquisições de empresas de hardware, robótica e gadgets que demonstram claramente sua intenção de liderar o desenvolvimento nesta área. Ela comprou o Waze por causa do grafo social de carros e motoristas, ter acesso à informações de tráfego em tempo real, necessário para seus carros autônomos. A compra do Nest é uma aposta parecida, mas para as conexões entre pessoas e construções. E esta é só a primeira aposta dela. A utilização de Big Data na construção ainda é incipiente, porém muito promissora. Existem outros projetos que estão desenvolvendo plataformas relacionadas à engenharia, como é o caso do GrabCAD e da Engarte, o meu projeto. A primeira é uma rede social de engenheiros mecânicos e a segunda uma rede de negócios da construção, que conecta entre si engenheiros, arquitetos, estudantes, projetos e construções.

  1. Falando um pouco do Brasil, você acredita que uma iniciativa como a Engarte, nascida em terras brasileiras, pode ter o impacto que vocês propõem?

Claro! Como o brasileiro não tem muita noção do que acontece lá fora, achamos que o que fazemos aqui é pior. Com muita frequência, realmente é pior. Porém, hoje é muito mais fácil acompanhar o resto do mundo, então uma empresa de software nascida no Brasil pode sim usar as mesmas metodologias e tecnologias que as empresas do Vale do Silício usam, por exemplo. E isso também se aplica a todo o setor de engenharia e construção. Nós temos tecnologia a um preço tão baixo que nos permitiria, no mínimo, ter a mesma eficiência que outros países desenvolvidos tinham há 20 anos atrás, como Estados Unidos, Inglaterra e França. Entretanto, não é isso que se vê por aqui.

  1. Mais aí esbarramos na boa vontade política, ou na falta dela. Além do mais, o Brasil viu em 2013 os fundamentos da sua economia se deteriorarem bastante. Há muito se fala, inclusive, em estouro de uma bolha imobiliária. Você acredita nisto?

Acho que temos sim, uma bolha imobiliária no Brasil. Mas não acredito que ela irá estourar. Se por um lado, os preços de boa parte dos imóveis estão surreais, por outro temos um deficit habitacional de mais de cinco milhões de residências. Além disso, existe a necessidade de modernizar as construções. Em algum momento, esta bolha terá que se ajustar. E o risco maior é para os profissionais da área, com uma possível estagnação do setor. Por isso, estar conectado a todas as novidades e tecnologias disponíveis se torna cada vez mais uma obrigação para os engenheiros.

Alan Meira, fundador da Engarte.

Alan Meira, fundador da Engarte, uma rede social de engenheiros.

  1. Conte-nos um pouco mais então, sobre a Engarte e como vocês esperam contribuir para essa nova perspectiva da engenharia.

Na Engarte, nós acreditamos que a engenharia e a construção merecem um lugar de maior destaque no mundo conectado de hoje. Queremos ser a plataforma que dará suporte às nossas pretensões com as smart cities e a internet das coisas. Para isso, criamos uma rede que conecta engenheiros, obras e clientes através de seus portfólios. E o resultado é um grafo social da construção que permite às pessoas interagirem em tempo real com obras e projetos de engenharia, seja como prestador de serviço, como cliente ou como um estudante curioso. Já pensou acompanhar o andamento de uma obra na Alemanha, em tempo real, daqui do Brasil? É o que estamos fazendo. Nos próximos dias, liberaremos o acesso de testes da nova versão da nossa plataforma. Inclusive, se você leitor gosta de engenharia e tecnologia será muito bem-vindo para fazer parte da nossa rede. (:

  1. A maior parte do nosso público é composto por estudantes de engenharia e pessoas interessadas em melhorar sua carreira. Qual a dica você daria para eles se darem bem nessa nova fase que a engenharia se encaminha?

Continuar estudando muito! Hoje, com sites como Coursera e edX, é possível aprender engenharia com os melhores professores do mundo. Extrapolem a faculdade, construam o portfólio de vocês independente de ser trabalhando por conta própria ou para algum escritório de engenharia. Respirem engenharia e vocês verão que, em toda situação, existe um processo que pode ser melhorado através da engenharia e uma nova oportunidade de negócio será criada. E eu, junto com a Engarte, irei ajudar a fazer com que o mundo inteiro saiba o quão incrível é o seu projeto. Sucesso!

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ademilsonAdemilson Tiago de Miranda Ramos – FacebookTwitterInstagram - LinkedIn 
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Estudante de Engenharia Elétrica e Criador do Engenharia é:

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