VoyagerReverse1

A sonda não-tripulada Voyager 1 deixou as fronteiras do nosso sistema solar e, lá fora, no espaço interestelar, registrou ‘sons’. Pela primeira vez, podemos escutar o que vem de além do nosso sistema solar.

O aparelho detectou vibrações no denso plasma interestelar, ou gás ionizado, de outubro a novembro de 2012 e de abril a maio de 2013.

Ao extrapolar estes dados para o passado, os cientistas conseguiram descobrir que a sonda encontrou o plasma interestelar pela primeira vez em agosto de 2012.

O gráfico mostra a frequência das ondas, o que indica a densidade do plasma. As cores indicam a intensidade das ondas, ou quão “alto” são os sons — a cor vermelha indica as ondas mais altas; azul indica o mais fraco.

As ondas detectadas pelas antenas da sonda foram simplesmente amplificadas e reproduzidas, já que as frequências estão dentro da faixa ouvida por humanos.

Os cientistas notaram que cada ocorrência envolveu um tom crescente. A linha pontilhada indica que o aumento dos tons seguem a mesma inclinação. Isto significa uma densidade continuamente crescente.

Uma curiosidade sobre a Voyager 1 é que ela foi lançada há 35 anos, em 5 de setembro de 1977. Apesar de sua missão original (um tour pelo sistema solar) ter sido completada em 1989, tanto ela quanto sua nave irmã, a Voyager 2, continuaram explorando o espaço.

Hoje em dia, o fato de as duas sondas estarem muito distantes representa um desafio para a comunicação entre as sondas e nosso planeta. Uma mensagem da Voyager 1 leva 17 horas para chegar na Terra em velocidade da luz. Nesse momento, a Voyager 1 está a 19 bilhões de quilômetros do sol.

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mauroribeiro

 Colaborador

Mauro Sérgio Ribeiro de Souza  –  Facebook  –  Twitter

Estudante de Engenharia de Telecomunicações

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