É o setor da engenharia voltado para o cultivo, a captura e a industrialização de organismos aquáticos.

A formação em engenharia de pesca é uma habilitação que integra a área das ciências agrárias e qualifica, em nível superior, profissionais para a intervenção técnico- científica em aquicultura, pesca e tecnologia do pescado, bem como em atividades de pesquisa e extensão na área de biotecnologia e demais serviços voltados à aquicultura e pesca, constituindo-se, desta maneira, em uma área do saber que intervém na realidade com base científica própria.

Desta maneira, o engenheiro de pesca deve ser um profissional capaz de entender com clareza a dinâmica da realidade em que atua, para que possa propor efetivamente atividades que transformem o quadro atual dos produtores, industriais e pesquisadores envolvidos com atividades de pesca da região.

Graduação:

As disciplinas das áreas das ciências exatas e biológicas, como cálculo, estatística, ecologia e zoologia, fazem parte do currículo no primeiro ano do curso de engenharia de pesca.

O aspirante a engenheiro de pesca ainda tem, aulas de biologia pesqueira, bioquímica, meteorologia e tecnologia de pesca, aquicultura, economia e administração pesqueira. As aulas práticas, em laboratório e a bordo de barcos, ocupam boa parte da carga horária.

Nelas, o aluno aprende técnicas de navegação, métodos de processamento do pescado e cultivo de peixes, moluscos e crustáceos. Para se formar é preciso fazer estágio e apresentar uma monografia.

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Possíveis especializações:

O engenheiro de pesca pode se especializar nas mais diversas áreas, bem como; administração e economia pesqueira, aquicultura, ecologia aquática, extensão pesqueira, produção, tecnologia do pescado, dentre outras.

Mercado de trabalho:

No Brasil, o grande polo pesqueiro está no Nordeste, Norte e Sul. “Mas a mão-de-obra não se localiza somente no litoral, porque nosso país tem o maior potencial de água doce do mundo”, explica o presidente da FAEP-BR (Federação das  associações de Engenheiros de Pesca do Brasil), Leonardo Teixeira de Sales.

As perspectivas do mercado são otimistas. “Não há um horizonte de queda porque o Brasil é muito jovem nessa atividade. Acredito que nos próximos 15 ou 20 anos continuaremos crescendo na produção pesqueira”, afirma Teixeira. “A expectativa é de crescimento, ou seja, o Brasil apresenta um dos maiores potenciais para a aquicultura continental e marinha do mundo, além da pesca.

A Aquicultura se apresenta como uma das atividades de produção de alimento que mais cresce no mundo atualmente. Vejo que os futuros profissionais devem exercer a profissão obedecendo aos conceitos do desenvolvimento sustentável, baseado na eficiência econômica, na equidade social e na prudência ecológica, permitindo produzir e explorar organismos aquáticos ao longo do tempo”, destaca o profissional Rodrigo Campagnolo.

Há opções de trabalho também no exterior, já que o engenheiro brasileiro é muito bem visto lá fora. Tanto que muitos engenheiros do Brasil já atuaram ou atuam na FAO (Food and Agriculture Organization), uma organização internacional que trabalha com estatísticas, ordenamento e administração de recursos alimentares. Porém, Bombardelli ressalta: “Todo profissional de terceiro mundo sofre uma certa discriminação independentemente da profissão”.

A maior dificuldade que os engenheiros de pesca encontram é a falta de reconhecimento da profissão, o que acaba dando espaço para biólogos, zoólogos e oceanólogos dentro da área. “Os primeiros profissionais que se formaram sentiram muita dificuldade em ter credibilidade, porque as pessoas não conheciam o trabalho. Mas é uma desvantagem que com o passar do tempo será superada”, acredita o coordenador.