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Uma equipe de cientistas planetários afirmou recentemente que a mistura de metano, carbono e relâmpagos na atmosfera de Saturno faz com que diamantes sejam forjados por lá. E são muitos diamantes.

“No mínimo, 1.000 toneladas de diamantes são criadas anualmente em Saturno”, explicou o Dr. Kevin Baines do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. “As pessoas me perguntam, ‘Como você pode ter certeza? Não há nenhum jeito de você ir até lá para observar isso’”, continuou Baines, “Tudo é uma questão de química, e estamos quase certos disso.”

A química é bem simples. A atmosfera de Saturno é formada basicamente por metano e hidrogênio, mas, durante as tempestades, os raios fritam o metano, produzindo hidrogênio e carbono queimado, também conhecido como fuligem.

Conforme as nuvens de fuligem caem em direção ao planeta, elas se aglomeram e formam grafite, e a pressão mais próximo ao núcleo do planeta faz o grafite ser comprimido em diamante puro. Então está chovendo diamante em Saturno. Literalmente. E os cientistas acreditam que o mesmo ocorre em Júpiter.

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Os cientistas sabem que os diamantes estáveis (sólidos) ​​podem existir nos núcleos relativamente frios de Netuno e Urano, mas os interiores de Júpiter e Saturno são quentes demais para permitir a formação de diamantes sólidos e estáveis. A alta temperatura do interior do planeta acaba derretendo a pedra preciosa.

“Os diamantes existem eternamente em Urano e Netuno, mas não em Júpiter e Saturno”, disseram os pesquisadores.

Astrônomos acreditam que o Wasp 12-b, a 1.200 anos-luz de distância da Terra, conta com massas continentais inteiras feitas de diamante, e outro planeta, a 4.000 anos-luz, tem diamantes do tamanho de Júpiter. Isso tudo serve para nos mostrar que os diamantes são apenas mais um tipo de pedra em um universo cheio de pedras. A diferença é que eles são brilhantes e muito, mas muito caros mesmo.

Fonte: Misterios do mundo

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 Colaborador

Mauro Sérgio Ribeiro de Souza  –  Facebook  –  Twitter

Estudante de Engenharia de Telecomunicações