Depois de 15 anos de negociações, o governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira (18) a compra de 36 caças supersônicos do modelo sueco Gripen NG, que farão parte da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) em substituição aos Mirage, que se ‘aposentam’ no próximo dia 31. Além dos suecos, estavam na disputa caças da França, o Rafale, e dos Estados Unidos, o F-18.

O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito. A compra foi fechada por US$ 4,5 bilhões. O valor está bem abaixo da estimativa do mercado para o negócio que girava em torno US$ 7 bilhões. O cronograma prevê a chegada do primeiro avião ao Brasil em 2018. O acerto final dos detalhes da compra deve se arrastar por mais um ano.

Na Força Aérea, o Gripen NG sempre foi considerado favorito porque, apesar de ter muitos componentes norte-americanos, é um projeto a ser desenvolvido em parceria conjunta com o Brasil. A estimativa é que 40% do modelo e 80% da estrutura sejam de fabricação nacional.

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff teria mandado recado para o presidente francês François Hollande, que não desejava tratar deste assunto durante a visita porque estaria insatisfeita com problemas na parceria para compra de equipamentos da Marinha.

Da mesma forma, a presidente Dilma está muito insatisfeita com os Estados Unidos por causa da espionagem sobre ela e empresas do seu governo. Este fato praticamente enterrou a parceria com os norte-americanos.

131218195009_gripen_624x351_afp

O Gripen NG pode abater outros aviões no ar ou enviar mísseis para o solo, além de realizar ataques contra alvos fora do alcance de visão.

Com alcance superior ao do F-18 e do Rafale (até 4 mil quilômetros, devido ao maior tanque de combustível), o Gripen NG também permitirá desenvoltura diante das dimensões continentais do país para a proteção da Amazônia e do pré-sal, afirma o brigadeiro da reserva Teomar Quírico, piloto de caça com mais de 2 mil horas de voo que já comandou esquadrões de caça da FAB.

“Esta é a melhor opção para o nosso país e para a FAB. Por estar em desenvolvimento, o Brasil tem mais independência ao operar esta aeronave”, aponta o oficial.

Outro ponto positivo avaliado pelos militares é a capacidade de integrar sensores e novos armamentos, já que o desenvolvimento será em conjunto e as peças poderão ser produzidas no país.  Além disso, é possível usar armas de outros fabricantes. Assim, o Brasil não dependerá, em caso de guerra, da compra de mísseis dos Estados Unidos, o que ocorreria se fosse adquirido o F-18, ou da França, no caso do Rafale.

E aí, o que achou dos novos caças brasileiros? Deixe-nos saber nos comentários.

Fonte:  G1

Centenas de livros de engenharia com até 20% de desconto, confira clicando aqui.
___________________________________________________________________________________________

mauroribeiro

 Colaborador

Mauro Sérgio Ribeiro de Souza  –  Facebook  –  Twitter – Instagram

Estudante de Engenharia de Telecomunicações

728_90_Banner1

Você também vai gostar de ler os artigos abaixo ;)